
“Vocês são o sal da terra. Ora, se o sal perde o gosto, com que poderemos salgá-lo? Não serve para mais nada; serve só para ser jogado fora e ser pisado pelos homens”
(Mateus cap. 5:13)
O sal é um dos condimentos mais utilizado em todo o mundo. O seu valor, para a alimentação do homem, é imensurável. Por mais sofisticado e belo que seja um prato, se não tiver sal torna-se insulso e incomestível. Em uma de suas mensagens, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o “sal da terra”. Ele comparou a missão dos seus discípulos ao propósito dos sal. Os discípulos de Cristo devem influenciar o meio em que estão inseridos. Precisam fazer diferença onde quer que estejam. Na vida do discípulo de Jesus flui a poderosa Graça do Evangelho, proveniente da presença do Espírito Santo em sua vida. Somente essa Graça pode dar um novo sabor à vida das pessoas com as quais nos relacionamos todos os dias. A Graça de Deus é revelada ao mundo através das atitudes daqueles que seguem a Cristo. O Evangelho (boa noticia) só é evangelho quando é vivido de modo pratico. Discursos vazios de pratica não conseguem transformar as vidas das pessoas.
Outro aspecto dessa missão “salgadora” e salvadora é a necessidade do contato humano. O sal só salga fora do saleiro. O discípulo de Jesus só consegue dar sabor ao mundo quando está nele. Não há como demonstrar a graça de Deus vivendo em um mundo paralelo. Em sua oração sacerdotal, Jesus pediu ao Pai que não tirasse os discípulos do mundo, mas que os livrasse da malignidade (João 17:15). Não consigo entender como muitos cristãos insistem em viverem reclusos aos relacionamentos intra-igreja. Vivem como se fossem verdadeiros alienígenas religiosos. Só conseguimos cumprir a nossa missão de “sal-discípulos” nos relacionamentos extra-igreja. É no mundo que vivemos o Evangelho de Cristo e cumprimos o propósito que Deus estabeleceu para os Seus. É impossível o discípulo de Jesus fazer alguma diferença no mundo se ele (o discípulo) estiver restrito ao claustro dos mosteiros existenciais e relacionais da igreja. O que se vê, hoje em dia, é que as igrejas se tornaram enormes saleiros, aonde o sal vai perdendo o seu sabor aos poucos por causa falta de contato verdadeiro com as pessoas que estão fora. As igrejas se tornaram depósitos de pessoas insulsas e doentes. Sal que não serve para mais nada.
O sal apenas jogado sobre a comida não realça o sabor. Sentimos somente sabor ardente do sal e o insulso da comida e assim o alimento torna-se inconsumível. O discípulo que não se “dissolve”, que não “desaparece” na “comida-contexto” da terra, não consegue mostrar ao mundo a graça de Deus. Torna-se um elemento intragável como são todos os indivíduos religiosos. Não conseguem influenciar as pessoas para Cristo. Muito pelo contrário, afastam as pessoas do Evangelho por causa dos seus rancores religiosos. Comida boa não é comida salgada. Uma sociedade boa não é uma sociedade onde a maioria das pessoas são “evangélicas”; e sim uma sociedade influenciada pelo Evangelho de Cristo em seus valores essenciais. Isso só se tornará realidade, quando os discípulos de Cristo se conscientizarem da integralidade do seu papel de Sal da terra.
Em Cristo, de quem recebemos o nosso sabor a cada dia.
Washington Rodrigues
(Mateus cap. 5:13)
O sal é um dos condimentos mais utilizado em todo o mundo. O seu valor, para a alimentação do homem, é imensurável. Por mais sofisticado e belo que seja um prato, se não tiver sal torna-se insulso e incomestível. Em uma de suas mensagens, Jesus disse aos seus discípulos que eles eram o “sal da terra”. Ele comparou a missão dos seus discípulos ao propósito dos sal. Os discípulos de Cristo devem influenciar o meio em que estão inseridos. Precisam fazer diferença onde quer que estejam. Na vida do discípulo de Jesus flui a poderosa Graça do Evangelho, proveniente da presença do Espírito Santo em sua vida. Somente essa Graça pode dar um novo sabor à vida das pessoas com as quais nos relacionamos todos os dias. A Graça de Deus é revelada ao mundo através das atitudes daqueles que seguem a Cristo. O Evangelho (boa noticia) só é evangelho quando é vivido de modo pratico. Discursos vazios de pratica não conseguem transformar as vidas das pessoas.
Outro aspecto dessa missão “salgadora” e salvadora é a necessidade do contato humano. O sal só salga fora do saleiro. O discípulo de Jesus só consegue dar sabor ao mundo quando está nele. Não há como demonstrar a graça de Deus vivendo em um mundo paralelo. Em sua oração sacerdotal, Jesus pediu ao Pai que não tirasse os discípulos do mundo, mas que os livrasse da malignidade (João 17:15). Não consigo entender como muitos cristãos insistem em viverem reclusos aos relacionamentos intra-igreja. Vivem como se fossem verdadeiros alienígenas religiosos. Só conseguimos cumprir a nossa missão de “sal-discípulos” nos relacionamentos extra-igreja. É no mundo que vivemos o Evangelho de Cristo e cumprimos o propósito que Deus estabeleceu para os Seus. É impossível o discípulo de Jesus fazer alguma diferença no mundo se ele (o discípulo) estiver restrito ao claustro dos mosteiros existenciais e relacionais da igreja. O que se vê, hoje em dia, é que as igrejas se tornaram enormes saleiros, aonde o sal vai perdendo o seu sabor aos poucos por causa falta de contato verdadeiro com as pessoas que estão fora. As igrejas se tornaram depósitos de pessoas insulsas e doentes. Sal que não serve para mais nada.
O sal apenas jogado sobre a comida não realça o sabor. Sentimos somente sabor ardente do sal e o insulso da comida e assim o alimento torna-se inconsumível. O discípulo que não se “dissolve”, que não “desaparece” na “comida-contexto” da terra, não consegue mostrar ao mundo a graça de Deus. Torna-se um elemento intragável como são todos os indivíduos religiosos. Não conseguem influenciar as pessoas para Cristo. Muito pelo contrário, afastam as pessoas do Evangelho por causa dos seus rancores religiosos. Comida boa não é comida salgada. Uma sociedade boa não é uma sociedade onde a maioria das pessoas são “evangélicas”; e sim uma sociedade influenciada pelo Evangelho de Cristo em seus valores essenciais. Isso só se tornará realidade, quando os discípulos de Cristo se conscientizarem da integralidade do seu papel de Sal da terra.
Em Cristo, de quem recebemos o nosso sabor a cada dia.
Washington Rodrigues

Sem comentários:
Enviar um comentário